Cinco dicas para gabaritar questões de interpretação

Dicas para questões de interpretação de texto em concursos públicos.
Professora Luana Porto

Por:

Luana Porto

Em toda prova de Língua Portuguesa de qualquer certame, há questões de interpretação de texto, para as quais o preparo do candidato é fundamental. Engana-se quem pensa que para essas questões não é preciso estudar, que é preciso contar com sorte. Nada disso! Assim como se estudam regras gramaticais, estuda-se intepretação. Com leituras, treino e algumas dicas, é possível aprender a interpretar bem e gabaritar essas questões.

Mas o que é INTERPRETAR o texto da prova, o que pode ser um diferencial para garantir a sua vaga no concurso sonhado?

Faça a leitura atenta de nosso texto e descubra!

A interpretação de texto centra-se na habilidade de compreender o que o texto apresenta, ou seja, identificar as ideias – centrais e secundárias – que o compõem, identificando a intencionalidade. Todo texto, independentemente da tipologia, gênero e tema, tem uma intencionalidade, não esqueça disso!

Nessa perspectiva, é importante reconhecer que essa intencionalidade pode se mostrar explícita no texto, sendo mais fácil sua identificação, ou implícita, exigindo que o leitor faça inferências, capte informações e teses subentendidas.

E agora você pode estar se perguntando: como fazer isso sem errar as questões? Vamos então às dicas valiosas para gabaritar as questões de interpretação.

1) Fazer uma leitura dinâmica dos enunciados das questões, antes de ler o texto

Para poupar tempo na resolução das questões e direcionar o foco para o que a prova requer, ler os enunciados antes do texto ajuda muito. Porém, atenção! Ler os enunciados e não as alternativas. A leitura dos enunciados ajudar o candidato a concentrar-se nos enfoques que precisa dar conta no ato da leitura.

E por que não ler as alternativas? Simplesmente porque elas podem induzir a intepretações que o texto não comporta. Pode direcionar de forma equivocada a compreensão do texto.

2) Centrar-se na compreensão do texto e nas teses dele, não nas do candidato

Às vezes um texto de prova contém uma temática muito conhecida do candidato, algo que este está habituado a ler, que foi tema de trabalho de faculdade, etc. Aí pode residir um perigo: o candidato levar em conta seu próprio conhecimento prévio e esquecer que a prova é sobre o texto selecionado. O elaborador constrói as questões com base no texto que selecionou e a partir deste todas as abordagens de interpretação são propostas, procurando explorar várias particularidades do texto selecionado.

Então, nas questões de intepretação, o foco é nas ideias do texto, nos argumentos, na construção estrutural e linguística,  nas teses do texto e não nos do candidato.

3) Marcar palavras e expressões-chave

Às vezes as primeiras linhas de um texto já sinalizam o tema, o teor intencional, as ideias-chave. Em outros, isso aparece de forma dispersa, exigindo mais atenção do leitor que terá de decifrar os implícitos, pressupostos e subentendidos do texto. Contudo, mesmo que a intencionalidade esteja implícita, um texto sempre tem algumas marcas linguísticas que ajudam o leitor a compreendê-lo melhor.

O que são essas marcas linguísticas? Palavras que se repetem ou que são substituídas por sinônimos; conetivos, que indicam valor semântico de orações; expressões modalizadoras, que dão sinas das ideias e teses apresentadas; advérbios e adjetivos que qualificam circunstâncias, objetos, fatos. Essas expressões indicam o que o texto apresenta, qual sua intencionalidade.

4) Procurar as pistas do texto para justificar o gabarito

O título, os argumentos, a progressão temática, as palavras-chave, as informações explicitas e implícitas, tudo deve ser levado em conta para justificar o gabarito. Afinal, este não é uma alternativa aleatória. Então, antes de assinalar a resposta final, volte ao texto e marque o trecho que confirma a resposta, faça conexões entre as partes, observe a estrutura do texto, pois isso vai ajudar você a sentir-se seguro com a alternativa que escolher. Aquilo que não tem vestígio do texto não será a resposta da questão.

5) Comparar as alternativas

É comum que, na construção das questões, duas alternativas deixem os candidatos com muitas dúvidas, porque são alternativas muito próximas, com pequenas diferenciações que desafiam o candidato e tomam tempo de reflexão. Então, analise comparativamente as alternativas. Ou seja, faça cotejo entre as alternativas e risque o que cada uma tem de equivocado, de falso, de algo que não se aplica ao texto para sinalizar que não cabe ao texto.

Lembre-se de que há sempre um número relativo de questões, a depender do perfil da banca, centradas na aferição da habilidade de ler, compreender, analisar textos. Isto, é questões de interpretação. Então, estude a interpretação, seguindo nossas dicas! Não pense que a interpretação é subjetiva, que dá para ir na sorte. Acerto é treino! Acerto é estudo!

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