Setembro acabou, mas a luta pela prevenção do suicídio continua!

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Psicóloga Caroline Maria Nunes

Chegamos ao fim do mês de setembro, no qual, foi dedicado a retratar a importância de dialogarmos sobre esse assunto, tido ainda como tabu socialmente. Por isso, o conteúdo dessa semana é para refletirmos que a prevenção do suicídio e da saúde mental, merecem ressalvas todos os meses do ano, exigindo de nós uma atenção e carinho para com os nossos sentimentos e emoções.

Se alguém que você conheça ou você esteja apresentando sintomas de tristeza, desesperança e isolamento, é hora de agirmos. Antes de tirar qualquer conclusão precipitada, procure por apoio especializado de profissionais da saúde mental (psicólogo e psiquiatra) que poderão lhe ajudar nesse percurso. ESCUTE e ACOLHA a dor do outro, demonstrando que você está disposto a ajudá-lo.

Precisamos lembrar que este é apenas o início de uma longa caminhada que ainda temos pela frente e quanto mais falarmos sobre saúde mental, maior será a possibilidade de prevenção.

E sabe como você pode contribuir de maneira que transforme essa realidade? Demonstrando solidariedade com o próximo e priorizando o cuidado com a sua saúde mental.

O suicídio infelizmente é um desfecho para uma situação extremamente complexa que abrange uma série de fatores que ocasionam tamanho sofrimento. Frente a uma pessoa que se encontra nesse dilema de romper com a própria vida, lembre-se que julgar, criticar ou até mesmo aconselhar com base em suas crenças, poderá causar ainda mais sofrimento. Por isso, muito mais do que aconselhar ou criticar, ouça o que o outro tem a lhe dizer. Oferecer uma escuta afetiva e interessada no que o outro está trazendo, poderá fazer com o que esse outro reflita e saiba que tem alguém no qual possa contar/confiar.

Com dados cada vez mais alarmantes, não falar sobre o suicídio é vendar os olhos para um problema de saúde pública que enfrentamos mundialmente. E mesmo com estatísticas cada vez mais preocupantes, não é comum ouvirmos falar sobre o suicídio, não é mesmo? E isso se deve a crença equivocada de pensar que falar sobre o assunto poderia servir como estímulo para que outras pessoas cometessem o ato.

Mas e se combatêssemos o suicídio pela disseminação do cuidado com a saúde mental? E se ao invés de ignorar o assunto, pudéssemos encará-lo de frente pensando na adoção de medidas preventivas e de reconhecimento da sua existência? E se ao invés de pensarmos o que motiva um suicídio, refletíssemos sobre o que pode evitar um suicídio?

Mas e como podemos prevenir o suicídio?

Reconhecendo os “gatilhos” e fatores de risco que podem influenciar nessas situações:

  • Acontecimentos externos: perda de algum ente querido, perda do emprego, problemas financeiros; 
  • Fatores internos: sofrimento psíquico intenso geralmente não tratado;
  • Tentativas anteriores
  • Histórico de suicídio na família
  • Histórico de automutilação ou práticas autodestrutivas
  • Mudanças de comportamentos repentinas
  • Isolamento social
  • Ausência de uma rede de apoio (família, amigos, colegas de trabalho)
  • Falta de perspectivas

Por isso, fique atento a esses sinais e aprenda a respeitar as suas emoções e as emoções do outro. Não diminua a dor que não é sua. É importante considerarmos que falar sobre o que estamos sentindo pode mudar essa realidade, pois quem não fala sobre o que sente, acaba se sufocando com suas próprias palavras.

Esvazie o copo e compartilhe essa dor por meio de um apoio especializado. Não se envergonhe em buscar por ajuda. Reconhecer os seus sentimentos é um ato de coragem e amor próprio. Você não está sozinho(a).

Amarele-se todos os dias!

Com amor, da psicóloga Caroline 💙

Por Equipe de Conteúdos CEISC

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