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Retrospectiva 2023 – Mundo

Com destaque para os conflitos armados, 2023 foi um ano marcado por eleições acirradas, eventos climáticos extremos, avanços da Inteligência Artificial e dois feitos indianos.

Foi um 2023 intenso no Mundo: conflitos armados, eleições acirradas, mudanças climáticas, avanço da inteligência artificial e a chegada de um novo país a Lua. Assim, relembrando fatos importantes de um ano que entra na sua última semana, vamos relembrar alguns eventos importantes no mundo. Com a ajuda do Professor do Ceisc, Bruno Segatto, preparamos uma retrospectiva nesse para relembrar alguns desses momentos marcantes.

Conflitos armados

Infelizmente, o 2023 foi um ano sangrento. Dos seis continentes (contando a pouco povoada Antártida), três registraram conflitos armados relevantes que não puderam ser evitados pelos organismos internacionais. A Organização das Nações Unidas (ONU) e seu Conselho de Segurança (CSNU) não foram capazes de evitar conflitos bélicos na África, na Ásia e na Europa.

Danger

Na África, a Guerra Civil do Sudão dividiu o país entre dois grupos de militares, casou milhares de mortes e gerou uma nova crise humanitária. Na Ásia, uma nova onda de enfrentamentos entre Israel e o Hamas começou após o ataque realizado pelo grupo radical no dia 7 de outubro. A reação israelense foi enfática: além de exigir a devolução das centenas de reféns levados para a Faixa de Gaza, o governo de Tel Aviv invadiu o território e bombardeou suas cidades.

Diante da gravidade da situação de crise humanitária na Faixa de Gaza, países como o Brasil pressionaram por cessar-fogo ou, pelo menos, pela evacuação de estrangeiros pela passagem de Rafah, na fronteira com o Egito. No leste europeu, o conflito entre Ucrânia e Rússia continuou ceifando vidas e custando milhares de dólares. Apesar da ajuda financeira e militar fornecida por países da OTAN, a contraofensiva ucraniana não conseguiu expulsar os russos de todo o território ocupado e a guerra entrou em uma fase de estagnação.

Situadas nos limites entre Europa e Ásia, as repúblicas da Armênia e do Azerbaijão voltaram a se enfrentar pela região de Nagorno-Karabakh. O conflito é um desdobramento da dissolução da União Soviética, que deixou um enclave de população armênia cristã (Nagorno-Karabakh) dentro do território do Azerbaijão, país de maioria muçulmana. Esta já é a terceira onda de confrontos entre os armênios que lutam pela separação da região e o governo azéri, que enfrenta os separatistas com a intenção de manter a integridade territorial.

Eleições acirradas e virada direitista na América Latina

Candidatos de direita venceram acirradas eleições no Paraguai, no Equador e na Argentina. Ao ser eleito presidente do Paraguai, Santiago Peña manteve a hegemonia do Partido Colorado, que governa o país de forma seguida desde 2013. 

No Equador, Guillermo Lasso antecipou eleições devido à situação de crise na segurança pública do país, que virou rota de passagem para os cartéis internacionais de narcotráfico. Durante as eleições, o candidato Fernando Villavicencio foi assassinado a tiros em uma rua da capital, Quito. Apesar do assassinato e de outros atentados a bomba, as eleições foram realizadas e o candidato Daniel Noboa foi eleito.

Já na Argentina, as eleições ocorreram em normalidade e o candidato ultraliberal Javier Milei derrotou o governista Sergio Massa com promessas de combater a inflação por meio de um severo ajuste fiscal que implicará em cortes de gastos e redução do papel do Estado na economia.

Javier Milei foi eleito o novo Presidente da Argentina

Com estes resultados, chegou ao fim a chamada “Nova Onda Rosa” e o mapa político latino-americano ficou mais equilibrado. Enquanto as direitas administram Argentina, Uruguai, Paraguai e Equador, as esquerdas governam Brasil, Chile, Bolívia e Colômbia.

Eventos naturais extremos: terremotos, inundações e calor

Atingida pelo aumento da temperatura do planeta, a natureza não poupou os seres humanos nos seus eventos climáticos extremos. Na Líbia, as enchentes provocaram o rompimento de duas barragens, a inundação da cidade de Derna e a morte de mais de cinco mil pessoas. Além das enchentes, na Tanzânia um deslizamento de terra vitimou cerca de 50 pessoas. Também na África, as inundações também vitimaram pelo menos 120 pessoas no Quênia e outras 100 na Somália

Enquanto isso na Europa foram as temperaturas elevadas que alertaram a população. No verão do Hemisfério Norte, julho foi o mês mais quente da história. Itália, Grécia e Espanha registraram temperaturas acima dos 40ºC. Esses mesmos países, aliás, também foram assolados pelos incêndios florestais, que ocorrem quando a vegetação está muito seca.

Onda de calor foi intensa no continente europeu em 2023

Embora os tremores de terra não estejam relacionados com os efeitos do aquecimento global, os terremotos ocorridos na Turquia, na Síria e no Marrocos entram para o rol de eventos naturais extremos. Estes países foram sacudidos por tremores com magnitude elevada capaz de provocar o desmoronamento de edifícios e a morte de milhares de pessoas por soterramento. O pior caso é o da Síria, que passa por uma guerra civil e está sob o efeito de sanções econômicas, o que dificultou as medidas internacionais de auxílio aos sobreviventes.

Avanços da Inteligência Artificial e novas problemáticas

A Inteligência Artificial avançou a passos largos em 2023. O uso da IA em propagandas, campanhas políticas e para a elaboração de roteiros de filmes suscitaram polêmicas tão acaloradas quanto a temperatura do planeta em julho. O uso da IA para elaboração de roteiros, inclusive, provocou uma greve de roteiristas e artistas em Hollywood. 

Na Terra e no espaço: dois feitos indianos

A Índia chamou a atenção do mundo em duas ocasiões. Em abril, o país governado pelo primeiro-ministro Narendra Modi ultrapassou a China como país mais populoso do planeta Terra ao atingir a cifra dos 1.428 bilhão de habitantes. Já em agosto, a maior democracia do mundo conseguiu realizar o primeiro pouso no polo sul da Lua, região ainda inexplorada que fica no lado escuro do satélite. A Chandrayaan-3 foi a missão exitosa mais barata já realizada e tornou a Índia o quarto país a pousar na Lua: Estados Unidos, União Soviética e China já haviam realizado o feito.

Programa espacial indiano pousou no polo sul da Lua em agosto

*Texto do Professor Bruno Segatto com a colaboração do Blog do Ceisc

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