Dia Mundial da Amamentação

Compartilhe

 

Em 1°/08 inicia-se a Semana Mundial de Amamentação e o dia 1°/08 é o Dia Mundial da Amamentação. A “World Breastfeeding Week” é uma campanha global para aumentar a conscientização no mundo sobre a importância do aleitamento materno. Foi adotada em 1990 pelos participantes da Assembleia da OMS/UNICEF, através da “Innocenti Declaration”. Desde 2016, a WBW está alinhada aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU. O tema deste ano trata sobre Amamentação e Sustentabilidade. Em uma comparação com leites artificiais, o leite materno é muito mais sustentável. Não deixa pegadas ecológicas e resíduos, não necessita transporte ou intermediários.

Pode-se começar tal análise em termos da necessidade de se produzir leite de vaca para que se possa fabricar fórmulas infantis. O custo ambiental de tal produção é enorme: a) criação de formas de monocultura agrícola para que se possa alimentar os animais que irão produzir leite; b) para a produção de tais alimentos são utilizados fertilizantes e agrotóxicos, que são ingeridos pelos animais e automaticamente repassados ao leite que é extraído; c) estes animais, que vivem em sua maioria, em condições de exploração, cuja única função em vida, é produção de leite, são acometidos com frequência com doenças como mastites, o que faz com que sejam usados antibióticos por longos períodos de tempo e que são repassados no leite que é produzido; d) os bovinos são notoriamente grandes emissores de gases, em especial, o gás metano, que sabidamente contribui para o aquecimento global; e) extenso uso e consumo de água para a manutenção da criação de bovinos destinos à produção leiteira.

Além disso, para a fabricação de fórmulas infantis é necessário uso de alguma fonte de energia, sendo esta, quase sempre a derivada de combustíveis fósseis. Outros elementos são também adicionados ao leite artificial, como vitaminas e minerais, que são encontrados no leite materno, mas não no leite em pó. Tais elementos também precisam ser produzidos e fabricados, muitas vezes, por outras indústrias, aumentando, assim, o custo ambiental de produção.

Palmer[1] contempla uma lista de descarte associado com a produção de fórmula infantil. Por exemplo: as latas fabricadas para acondicionar o leite artificial para suprir 1 milhão de bebês por ano usam, aproximadamente, 23.706 toneladas de metais, além de 341 toneladas de papel.

Amamentar, pelo contrário, não deixa nenhum tipo de pegada ecológica, os chamados “footprints”.

Normalmente é “transportado” direta e seguramente do peito da mãe para o menor e mais vulnerável de todos os consumidores.

Nenhum outro animal, equipamento, trabalhadores, indústrias, transportadores ou vendedores são envolvidos neste evento íntimo, o que traz, como consequência, a mínima chance de contaminação e, logicamente, o menor uso de recursos naturais do planeta.

Os benefícios do aleitamento materno são reiteradamente mostrados em evidências/pesquisas. O que trazemos de diverso é que além de o aleitamento materno ser extremamente benéfico para mãe e filhos, também é a forma mais sustentável de alimentar os bebês/crianças, se coadunando assim, com os objetivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas: “A woman can produce hundreds of litres of the superfluid breastmilk for a zero carbon footprint”.[2] (uma mulher pode produzir centenas de litros do superlíquido leite materno com uma zero pegada de carbono – tradução nossa).

Na prática: Direito da Maternidade

Com mais de 19 horas-aulas de conteúdo, o curso Direito da Maternidade propõe apresentar a prática de advocacia com um olhar diferenciado para a defesa do direito das mães. Através de um panorama geral do Direito Civil, busca-se abordar os temas mais relevantes no segmento do direito moderno de maternidade.

Além disso, o curso conta com materiais de apoio para download, estudo de casos práticos, acelerador de vídeo e certificado gratuito! Para maiores informações, acesse nosso site e confira! 

[1]     PALMER, Gabrielle. The Politics of Breastfeeding: When breasts are bad for business. Londres: Printer & Martin, 2009. p. 214.

[2]     PALMER, Gabrielle. The Politics of Breastfeeding: When breasts are bad for business. Londres: Printer & Martin, 2009. p. 346.

Por Equipe de Conteúdos CEISC

    Leave Your Comment Here

    Close Bitnami banner
    Bitnami