Tão importante quanto a chegada, é poder aproveitar o processo!

Uma reflexão para aqueles não obtiveram o resultado esperado no Exame de Ordem.
Psicóloga Caroline Maria Nunes

Por:

Caroline Nunes

Hoje estou aqui para conversar com aqueles alunos que principalmente não tiveram a aprovação desejada nessa prova da OAB, convidando à seguinte reflexão:

O desejo imediatista pela chegada, por vezes, impossibilita de aproveitar o processo. A necessidade por resultados cada vez mais mensuráveis e concretos, faz com que etapas sejam puladas. Antecipa o que requer um tempo subjetivo, para ser construído. E não é sobre uma corrida contra o tempo e eu não estou me referindo somente a prova. É sobre conhecer e respeitar o próprio tempo.

É sobre compreender a importância de entender que tão importante quanto a chegada, aproveitar o processo é fundamental, afinal, o resultado da prova não irá definir suas lutas diárias, sua capacidade intelectual, o seu valor e quem você é enquanto sujeito. Momentos como esse podem trazem a possibilidade de refletir que a verdadeira vitória e conquista está em acolher a si mesmo. Está em se permitir arriscar e apostar naquilo que deseja.

Lembre-se que este é um momento para testar seus conhecimentos e não para colocar em risco a sua integridade física e mental. Nem sempre aquilo que se deseja irá ser cumprido em um tempo idealizado ou programado, já que a vida não se trata de uma linha linear. E mais importante que a chegada, é poder apreciar à vista de onde você está!

Como eu costumo dizer na clínica: de passinho em passinho, constrói-se a estrada dos próprios desejos para que assim consiga realizá-los. E neste caminho haverá perdas de idealizações, mas também poderá haver ganhos. Se não arriscar, você não saberá o que aguarda para ser experimentado por você.

Esse caminho pode parecer incerto por ser desconhecido inicialmente, mas quanto mais você vai descobrindo suas potencialidades, mais fortalecido e destemido ficará para segui-lo, não desistindo dos seus sonhos diante das frustrações, abismos e obstáculos.

Trilhar o caminho da vida não é linear. Não tem roteiro. E esse é o objetivo: que você possa construir e criar a sua vida da sua maneira, respeitando as suas emoções, a sua subjetividade e o seu próprio tempo.

Friedrich Nietzsche já dizia que:

“Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida – ninguém, exceto tu, só tu”.

Eu sei que não é fácil sustentar esse caminho. Atravessar as pontes que existem dentro de cada um de nós, é andar um pouco bambo até aprender a se sentir seguro dentro de si e assim ser possível, dar passos mais firmes.

Há pessoas que querem chegar do outro lado da ponte, sem antes suportar a angústia da travessia.

Requer coragem e auto responsabilização percorrer às pontes que conduzem para outros lugares. Não saberemos o que terá do outro lado se não houver a sustentação da escolha.

É um caminho único, autoral e seu. Ninguém pode o percorrer, além de você mesmo. Precisa ser criado, pois não vem pronto e nem tem atalhos. Dá trabalho, dá. Mas como é importante e necessário fazer da vida um movimento constante de tornar-se o que se deseja ser. Afinal, a vida pede e pode mais.

Continue investindo no que deseja e no que impulsiona você a caminhar.

Com Carinho, psicóloga Caroline M. Nunes.

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