O erro, também é um passo!

Psicóloga Caroline Nunes desmistifica o erro, apontando-o como parte do processo de evolução.
Psicóloga Caroline Maria Nunes

Por:

Caroline Nunes

Não somos constituídos apenas por comportamentos que admiramos em si e sentimentos satisfatórios – isso seria desumano. Estamos vivendo em uma era que se cobra por uma performance, por um caminho linear que seja sem erros e frustrações. Mas será que existe uma vida sem erros?

Somos feitos de falhas e tropeços. Vivemos esbarrando o dedinho naquele cômodo que insistimos em não ver. Emocionalmente, também fazemos isso através da repetição. Tropeçamos na nossa linguagem, trocamos os nomes, dizemos o que não queríamos e o que inconscientemente queríamos. Assim, o tropeço também é o escape do inconsciente, que encontra uma via para nos sinalizar que existe algo mais profundo dentro de si, que precisa ser escutado.

Experienciar o erro como uma oportunidade de crescimento, pode fazer com que você enxergue além do que se vê aparentemente, muito mais fortalecido e conhecedor do que te faz repetir e esbarrar em seus tropeços. Se conhecer não tem a ver com se tornar um ser humano isento de tropeços. Pelo contrário, significa abraçar a possibilidade de tropeçar. Passa por aprender a se questionar, a se escutar e a integrar em si, as partes que você rejeita e julga como erradas.

Lembre-se que:

Uma criança antes de aprender a caminhar sozinha, tropeça várias vezes, precisando segurar na mão de um Outro para se sentir segura. Conforme vamos crescendo, simbolicamente, isso também acontece. Somos convidados à lidar com os desafios que encontramos diante do processo de amadurecimento emocional. E contar com a mão do Outro neste caminho de tropeços, constrói pontes internas indestrutíveis!

Não precisamos nos tornar adultos tão temerosos e receosos com os nossos tropeços, que simbolizam passos de deslocamento, que nos fazem avançar! Esse é um período transitório e todo objetivo requer empenho e dedicação. Não temos como atalhar o caminho para torná-lo mais fácil, pois é parte dele entendermos que as dificuldades irão existir.

Por mais árduo que o percurso esteja sendo, esse ciclo em algum momento será finalizado, para que novos ciclos se aproximem. Saiba que, independentemente do resultado da prova, nenhum conhecimento é perdido e em vão. A maior bagagem que você poderá levar para onde for consigo, é o seu conhecimento, que vem se construindo e se solidificando cada vez que você aprende algo novo.

Por mais difícil que seja este momento, não perca a sua leveza e a possibilidade de cuidar de você ao acolher as suas vulnerabilidades. Nenhuma aprovação deve custar a sua saúde mental. Por isso, pegue mais leve com você, não sobre cobre e nem pressione tanto. Reflita que você vem fazendo o que está dentro do seu alcance, com as possibilidades que dispõem neste momento.

Com carinho, psicóloga Caroline Maria Nunes.

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4 respostas

  1. Boa noite Caroline. Venho tentando passar na prova da oab, mas enfrentando a perda de meus pais, que foi 2011 minha Mae e 2017 meu Pai. Tranquei meu curso quando ela faleceu, logo retornei, fiz estágio prático no CEJUSC, aqui em Salvador pela faculdade. Nesse término que meu Pai se foi. Entao enfrentei uma barra terrível, o emocional ficou abalado. Fiz terapia e tive que suspender há pouco tempo pq troquei assistencia médica. È uma prova árdua, misercórdia Deus. Tenho foco e peço a Deus que me ajude para passar. Fiz alguns cursos aqui, mas nao obtive sucesso. Se puder, me ajude nessa batalha. Agradeço.

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