Janeiro Branco: sobre conscientização do cuidado com a saúde mental

Janeiro Branco: mês de conscientização do cuidado com a saúde mental. Saiba mais sobre essa campanha e como cuidar de si mesmo.
Psicóloga Caroline Maria Nunes

Por:

Caroline Nunes

O mês de janeiro é alusivo à campanha Janeiro Branco, criada para conscientização do cuidado com a saúde mental na sociedade. Essa campanha surge com o intuito das pessoas e instituições refletirem sobre suas atitudes e efetivarem ações no qual possam acolher o sofrimento psíquico e prevenir o adoecimento emocional. Por isso, o Janeiro Branco visa chamar a atenção da população para a saúde mental, estimulando a elaboração de estratégias que combatem o tabu em torno do assunto, bem como o fortalecimento das políticas públicas já existentes que beneficiam a saúde mental de milhares de pessoas.

Geralmente quando se pensa no tema “Saúde Mental” realiza-se costumeiramente uma associação com doenças mentais, o que não é verdade. Ter saúde mental, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é o conjunto de diversos aspectos que possibilitem bem-estar consigo e não necessariamente isso significa a ausência de doenças, mas a possibilidade de aprender a lidar com as emoções e à forma como se reage às adversidades da vida.  

Te convido ao seguinte questionamento:

Quais ações voltadas ao cuidado com a sua saúde mental têm sido realizadas por você? O quanto você vem se ocupando de si? Você tem pensado a respeito da sua vida e tem se preocupado com a sua saúde mental? Você tem conseguido reconhecer as suas emoções e conflitos internos? E nos espaços que você está inserido, se escuta falar sobre saúde mental?

Ainda existe uma grande dificuldade instituída pelo social em conseguir reconhecer e validar o próprio sofrimento e o do outro sem banalizar, criticar, julgar ou diminuir. O estigma e tabu associado ao cuidado com a saúde mental criam barreiras sociais que impossibilitam de buscar por apoio especializado.

Sobre fortalecimento

É importante refletirmos que o cuidado com a saúde mental vem a fortalecer o sujeito, podendo reaver a sua relação com a vida. Principalmente em momentos de fragilidade psíquica e diante de situações geradoras de sofrimento. E para buscar ajuda, não se deve esperar que o sofrimento se transforme em adoecimento.

Lembre-se que são inúmeras as formas de manter a saúde mental preservada. A primeira delas é legitimar o que você sente, pois, a partir disso, você poderá reconhecer o que para VOCÊ é capaz de trazer saúde e bem-estar, já que isso dependerá da sua subjetividade.

Além disso, saúde mental é um direito de todos!  E é nossa responsabilidade enfatizar a importância do fortalecimento das políticas públicas para que todos tenham acesso à saúde mental.

Vale ressaltar que nem tudo dependerá exclusivamente de você, mas de uma sociedade que propicie condições dignas de vida e de uma cultura que construa possibilidades em que necessidades básicas sejam atendidas e que garantem saúde mental.

Por isso, o lembrete é:

Não feche os olhos para o cuidado com a sua saúde mental e daqueles que te cercam. Abra a sua mente, se acolha e estenda a sua mão (e o ouvido também) para as suas relações. Abrace a sua dor e busque atribuir sentido. O mundo clama em ser escutado e pede por saúde mental.

Saber reconhecer os próprios limites e até onde você consegue ir sozinho é muito importante para que se consiga buscar por apoio especializado. Costumo afirmar que cada pessoa tem seu próprio tempo, mas não precisa esperar o copo transbordar para contar com ajuda, não é mesmo? A psicoterapia tem como propósito dar lucidez e consciência para os conflitos que TODOS nós, sem exceção, temos na vida. Assim, se conhecer é dar luz para aquilo que ainda está escuro e nebuloso dentro de você. É enxergar aquela espécie de “móvel psíquico” que você vive tropeçando e se machuca por não o ver e mudá-lo de lugar, podendo atribuir novos significados. 

Por isso, se permita ter um tempo maior com você mesmo. Se escute, valide o que você sente e se olhe com mais afeto. Se priorize e se ame, de janeiro a janeiro. Não se deixe para depois.

Com carinho, psicóloga Caroline Nunes

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