Mitos no estudo de Língua Portuguesa: Não caia em macetes falsos!

Não caia em macetes falsos: conheça os mitos no estudo de língua portuguesa e evite armadilhas na prova.
Professora Luana Porto

Por:

Luana Porto

O estudo da disciplina de língua portuguesa, para concursos públicos, requer compreensão de regras gramaticais, que precisam ser associadas a textos, e domínio do processo de dissecação do texto. Isso porque a prova envolve duas habilidades essenciais: análise linguística e interpretação de texto.

No estudo das questões linguísticas, é muito comum o uso de macetes e decorebas, que, no entanto, podem trair o candidato ao resolver questão. Por isso, listamos cinco mitos que apresentam “dicas” ou “verdades” sobre regras gramaticais que nem sempre podem ser usadas:

Nunca usar crase diante de palavra masculina – mito. Sabe por quê?

É possível usar crase diante de palavra masculina se estiverem subentendidas as expressões “à moda de” ou à maneira de” ou “empresa” ou “companhia, por exemplo.

Exemplo:

Fui à Dom Juan comprar um terno para meu pai ir ao casamento.

Não existe “para mim seguido de verbo no infinitivo”: existe sim.

Quando “para mim” significa “na minha opinião” ou “no meu ponto de vista”, pode ser dada sequência à oração, usando-se verbo no infinitivo. Nesse caso, pode ser empregada vírgula após “mim”.

Exemplo:

Para mim, estudar é essencial durante toda a vida. Sem estudo, deixamos de aprender sobre nós mesmos e os outros.

O que você precisa cuidar: a diferença entre mim e eu diante de oração que indica ação:

Para indicar ação, somente empregar “eu”:

Para eu cursar faculdade de direito, trabalhada de dia para estudar à noite. (CERTO)

Para mim cursar faculdade de direito, trabalhada de dia para estudar à noite. (ERRADO)

Não se usa vírgula antes do “e”: usa-se sim. Em que situação?

Usa-se vírgula antes do E (conjunção) quando o sujeito de cada oração for diferente. Então, analise sintaticamente o sujeito de cada oração ligada pelo E.

Exemplo:

            Os professores (sujeito) saíram da aula na universidade, e estudantes (sujeito) ainda ficaram produzindo o trabalho para apresentação.

            As salas de aula da escola (sujeito) são bem cuidadas, e (sujeito) o pátio, não.

  • Diante de verbo, não se usa artigo – mito.

Se o verbo for nominalizado, usa-se artigo antes dele.

Exemplo:

O cantar dos pássaros é maravilhoso ao amanhecer.

  • Estudar língua portuguesa é difícil – mito.

Todos nós usamos o idioma língua portuguesa e nos comunicamos com as pessoas. O que ocorre nos concursos é que precisamos demonstrar conhecimento de uma das variedades da língua, que é a língua culta. Esta exige o domínio das leis gramaticais. Então, se você estudar morfologia e sintaxe, pro exemplo, já terá boas habilidades para resolver questões de prova.

​Quais são os tópicos gramaticais a serem estudados?

– Em Morfologia, seja bastante dedicado e atencioso ao estudar adjetivos e substantivos e suas posições associadas a sentido (lembre, por exemplo, da diferença de sentido entre “mulher grande” e grande mulher”), Pronome, Verbo, Advérbio e Conectivos (sobretudo, as conjunções);

– Em Sintaxe, aprenda a identificar primeiro o verbo e depois o sujeito. Sem essas duas ações, você não terá confiança em realizar análise sintática nem em compreender as orações.

Pontuação é matéria de estudo diário e, para entender regras de emprego dos sinais de pontuação, dominar sintaxe é essencial. A teoria da sintaxe vai permitir que você avalie a prática de uso de pontuação;

Concordância: enumere os casos principais litados nos livros de gramática, dando destaque àquelas regras de dupla possibilidade de concordância e aos casos especiais, que envolvem verbos impessoais;

Regência e Crase: estude a transitividade verbal e nomes que carecem de complementos. Não se esqueça de que alguns verbos, como “assistir” e “visar” mudam a regência conforme o sentido;

Acima de tudo, decifre bem a Banca Examinadora: o estilo de questões, os temas mais recorrentes, a forma de avaliação… Tudo isso vai lhe dar condições de ir para a prova sem ter grandes surpresas.

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