OAB 1° e 2° fase

Lula participa da reunião do G7 em Hiroshima

Encontro que reúne as sete democracias mais ricas do mundo contou com a presença do Brasil após quatro anos de ausência.

Última atualização em 20/02/2024
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Setenta e oito anos depois de ser devastada por uma bomba atômica, a cidade japonesa de Hiroshima recebeu o encontro anual do G7, grupo que reúne as sete democracias mais ricas do mundo: Japão, Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Canadá e Itália. No entanto, nesta edição o anfitrião Japão fez questão de estender o convite de participação para outros países expoentes do Sul Global: Austrália, Índia, Brasil, Coreia do Sul, Vietnã, Indonésia, Comores e as Ilhas Cook. 

A iniciativa do primeiro ministro japonês Fumio Kishida visa compensar uma relativa perda do poderio econômico do bloco, que já chegou a responder por pouco mais da metade do PIB mundial e atualmente amarga um percentual de 30%. Além disso,o Japão busca estabelecer novos vínculos com outros atores geopolíticos diante da ascensão da vizinha China e do cenário de conflito gerado pela Rússia.

Um dos objetivos do encontro é demonstrar uma “frente unida” contra a invasão da Ucrânia pela Rússia de Vladimir Putin. O G7 procura intensificar as sanções econômicas contra o governo de Moscou, porém o bloco vem enfrentando resistência de outros países, como a Índia. 

Após quatro anos de ausência, Brasil retorna novamente ao G7 como país convidado

A presença do Brasil, por sua vez, marcou o retorno do país ao grupo, uma vez que não foi convidado a nenhuma das reuniões do G7 durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. A proposta brasileira para a guerra na Ucrânia segue sendo o estabelecimento de um grupo de países mediadores que poderiam ajudar a criar um diálogo entre russos e ucranianos. 

Além do conflito no Leste europeu, o encontro também tratou de temas como compromissos internacionais de recusa ao uso de armas nucleares, de estabelecimento de novas cadeias de fornecimentos de alimentos, de redução de emissões de gases poluentes até 2050 e de construir uma arquitetura de saúde global capaz de prevenir e dar respostas mais efetivas a futuras pandemias.

No entanto, resta ver se os compromissos firmados - que são bastante genéricos - serão colocados em prática. A cúpula evidenciou as dificuldades de acordo mútuo entre países desenvolvidos e em desenvolvimento a respeito das temáticas abordadas. A maior preocupação da comunidade internacional é que o conflito na Ucrânia chegue a uma etapa de guerra nuclear, que seria sem precedentes. Aparentemente, a cidade que testemunhou os horrores de um ataque nuclear não conseguiu encaminhar negociações capazes de evitar que novos episódios nucleares ocorram no Leste europeu. 

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