Prática e pós-graduação

A Revolução 4.0 versus Advocacia Artesanal Empresarial

Última atualização em 20/02/2024
Compartilhar:

Também conhecida como manufatura avançada, indústria inteligente, entre outros, a Indústria 4.0 é o nome usado para marcar a 4ª Revolução Industrial. A primeira pergunta que deveria ser feita não é o que é, mas sim, por que necessitamos desta revolução?

De forma muito resumida: a Indústria 4.0 vem para dar escala em customizações. Os clientes não querem mais tudo igual. E, no final das contas, não é só uma questão de querer. O que de fato faz diferença em termos de desempenho, conforto e até mesmo durabilidade.

Assim sem sombra de dúvidas o momento contemporâneo traz com ele a chegada de um novo movimento, ou seja, faz-se necessário a adaptação de todos tendo em vista o prenúncio da quarta revolução industrial (revolução 4.0). As mais diversas áreas do comércio, indústria e serviço notavelmente passam por uma adequação em suas atividades. E será está revolução capaz de suprimir a advocacia artesanal e sensível as demandas imediatas do empresário, por exemplo?

Todo escritório de advocacia que desejar se adequar a este novo momento deverá iniciar sua adaptação por sua própria gestão. Seja aquele escritório que sua atividade preponderante é de demandas de massa ou de outro lado a firma que apresenta como atividade principal a consultoria empresarial artesanal, deverá estabelecer novas formas de comunicação com seus clientes, padrões outros de publicidade e transparência ainda maior em seus relacionamentos e atos. Tudo isto aliado a um ótimo sistema de automação para um pronto/melhor atendimento aos seus clientes.

Outrossim o escritório de advocacia deverá estar pronto ao atendimento das novas demandas, dos novos problemas legais advindos da internet das coisas, como por exemplo da utilização de blockchain, estruturação e tributação de startup’s, efeitos fiscais do comércio de criptomoedas e consultaria para formação de trust’s/fundos de participação como meio de planejamento sucessório familiar.   

Além de atender novas demandas e problemas legais, faz-se necessário a adaptação e busca pelo conhecimento dos advogados em outras áreas não vinculadas diretamente ao direito, como por exemplo economia, contabilidade, administração e psicologia. É cediço que o direito passa por novas (re) leituras, como ficou claro através da alteração da lei de introdução ao direito quando deixou em aberto a possibilidade de utilização da análise econômica do direito como forma de interpretação e adequação das normas frente ao conteúdo decisório, devendo igualmente ser ponderado pelo intérprete/aplicador da norma as consequências de sua decisão.

Entretanto inobstante a este quadro totalmente customizado, novo e até mesmo revolucionário é necessário que ainda se afirme: a revolução 4.0 não será capaz de suprimir, pelo menos por enquanto, a essencialidade da boa e sempre atuante advocacia empresarial artesanal, onde a atuação do advogado supera e muito o lugar da tecnologia, quer com a mediação de problemas ou de outro lado apresentando soluções para as relações de trabalho estremecidas no ambiente empresarial. Ademais pode-se ainda atestar que a revolução 4.0, inobstante estar em voga, ainda será incapaz de solucionar os problemas jurídicos mais corriqueiros apresentados dentro de uma empresa.  

Texto elaborado pelo professor Guilherme Pedrozo.

00

Fale com a gente

Converse com a equipe de Vendas Ceisc pelo Whatsapp ou então tire suas dúvidas com o Atendimento Ceisc pelo e-mail para atendimento@ceisc.com.br