A Revolução 4.0 versus Advocacia Artesanal Empresarial

Compartilhe

Também conhecida como manufatura avançada, indústria inteligente, entre outros, a Indústria 4.0 é o nome usado para marcar a 4ª Revolução Industrial. A primeira pergunta que deveria ser feita não é o que é, mas sim, por que necessitamos desta revolução?

De forma muito resumida: a Indústria 4.0 vem para dar escala em customizações. Os clientes não querem mais tudo igual. E, no final das contas, não é só uma questão de querer. O que de fato faz diferença em termos de desempenho, conforto e até mesmo durabilidade.

Assim sem sombra de dúvidas o momento contemporâneo traz com ele a chegada de um novo movimento, ou seja, faz-se necessário a adaptação de todos tendo em vista o prenúncio da quarta revolução industrial (revolução 4.0). As mais diversas áreas do comércio, indústria e serviço notavelmente passam por uma adequação em suas atividades. E será está revolução capaz de suprimir a advocacia artesanal e sensível as demandas imediatas do empresário, por exemplo?

Todo escritório de advocacia que desejar se adequar a este novo momento deverá iniciar sua adaptação por sua própria gestão. Seja aquele escritório que sua atividade preponderante é de demandas de massa ou de outro lado a firma que apresenta como atividade principal a consultoria empresarial artesanal, deverá estabelecer novas formas de comunicação com seus clientes, padrões outros de publicidade e transparência ainda maior em seus relacionamentos e atos. Tudo isto aliado a um ótimo sistema de automação para um pronto/melhor atendimento aos seus clientes.

Outrossim o escritório de advocacia deverá estar pronto ao atendimento das novas demandas, dos novos problemas legais advindos da internet das coisas, como por exemplo da utilização de blockchain, estruturação e tributação de startup’s, efeitos fiscais do comércio de criptomoedas e consultaria para formação de trust’s/fundos de participação como meio de planejamento sucessório familiar.   

Além de atender novas demandas e problemas legais, faz-se necessário a adaptação e busca pelo conhecimento dos advogados em outras áreas não vinculadas diretamente ao direito, como por exemplo economia, contabilidade, administração e psicologia. É cediço que o direito passa por novas (re) leituras, como ficou claro através da alteração da lei de introdução ao direito quando deixou em aberto a possibilidade de utilização da análise econômica do direito como forma de interpretação e adequação das normas frente ao conteúdo decisório, devendo igualmente ser ponderado pelo intérprete/aplicador da norma as consequências de sua decisão.

Entretanto inobstante a este quadro totalmente customizado, novo e até mesmo revolucionário é necessário que ainda se afirme: a revolução 4.0 não será capaz de suprimir, pelo menos por enquanto, a essencialidade da boa e sempre atuante advocacia empresarial artesanal, onde a atuação do advogado supera e muito o lugar da tecnologia, quer com a mediação de problemas ou de outro lado apresentando soluções para as relações de trabalho estremecidas no ambiente empresarial. Ademais pode-se ainda atestar que a revolução 4.0, inobstante estar em voga, ainda será incapaz de solucionar os problemas jurídicos mais corriqueiros apresentados dentro de uma empresa.  

Por Equipe de Conteúdos CEISC

    Leave Your Comment Here

    Close Bitnami banner
    Bitnami