Saúde mental dos estudantes: refletindo sobre as emoções acadêmicas

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Devemos nos preocupar com o nosso lado psicológico também, principalmente neste momento de pandemia. Por isso, estamos lançando a nossa série de posts sobre saúde mental, com as dicas super importantes da nossa psicóloga Caroline Maria Nunes. Se você estiver interessado neste conteúdo, leia este post até o final e confira as dicas de práticas de cuidado com a saúde psicológica.

Psicóloga Maria Carolina Nunes

Se discutir sobre a saúde mental do estudante já era uma pauta necessária, com o surgimento da pandemia, essa tem sido uma demanda urgente, que devemos atribuir atenção. Estudos recentes têm apontado que em decorrência dos efeitos psicológicos negativos da pandemia, surgiram diversas alterações no comportamento e nas emoções dos estudantes, resultando em desânimo, tédio, tristeza, raiva, frustração, dificuldade de adaptação deste momento e diminuição no rendimento acadêmico. Pesquisas evidenciam que houve um aumento significativo de ansiedade, depressão e estresse entre os estudantes universitários no período pandêmico, comparado a períodos normais (MAIA; DIAS, 2020).

Bzuneck (2018) ressalta que o contexto de aprendizagem escolar, costuma suscitar nos estudantes, emoções positivas e negativas. Na literatura da Psicologia Educacional, constatou-se que as emoções negativas mais intensas e recorrentes são: raiva, vergonha, tédio e ansiedade. A irritabilidade ou raiva, será manifestada quando o estudante atribui fracasso ao seu rendimento; a vergonha ou humilhação, como um componente de baixa autoestima, o que atribui um autojulgamento depreciativo; o tédio que marca o desinteresse e baixa motivação; e a alta ansiedade que é a emoção acadêmica negativa mais ressaltada pelos estudantes, sido conceituada como um estado de tensão permanente, normalmente acompanhada de medo.

Todas essas emoções, possuem origem em situações que ocorrem a sensação de fracasso ou incapacidade para lidar com os estudos e as provas.

Mas quais são as estratégias de controle dessas emoções?

Estratégia do controle da vergonha

Com a preocupação excessiva de que precisa atingir determinado objetivo, o estudante tende a deixar de arriscar e testar seus conhecimentos, afirmando para si mesmo que não é capaz ou que não irá conseguir devido a insegurança. Por isso, uma ação sugerida é que o estudante comece a criar um diálogo interno consigo mesmo e reafirmar frases tais como: “Eu sei que posso realizar essa tarefa”; “vou criar uma nova estratégia de estudos para a próxima prova”, alimentando pensamentos de progresso, perspectivas e superação das dificuldades.

Estratégia de controle do tédio

É de extrema importância o aluno considerar o valor que o engajamento em certa atividade é capaz de provocar, que irá possibilitar muito além da aprovação na prova, mas também a capacidade de ampliação dos conhecimentos. Por isso, será necessário reativar a motivação interna e resgatar o porquê você está neste processo e o que a aprendizagem possibilitará a você.

Estratégia de controle da ansiedade:

Em primeiro lugar, é importante ressaltarmos que a ansiedade é uma emoção natural, no entanto, será prejudicial quando aparecer de maneira elevada, causando sofrimento e por vezes, desencadeando um transtorno de ansiedade que requer acompanhamento psicológico. Para regular a ansiedade, é importante buscar por técnicas de relaxamento e afirmações positivas para si mesmo por meio de um diálogo interno, com frases do tipo: “Eu sei que estou preparado para essa prova”; “Eu posso dar conta disso”. Mais do que técnicas que aliviem a ansiedade, é importante você buscar por um tratamento psicológico que poderá ajudar a identificar os gatilhos que deixam você ansioso frente a uma avaliação, atribuindo uma compreensão mais aprofundada a cerca destes fatores.

Anotou essas dicas? Espero que tenha gostado do conteúdo.

Com amor, da psicóloga Caroline M. Nunes

REFERÊNCIAS:
BZUNECK, José Aloyseo. Emoções acadêmicas, autorregulação e seu impacto sobre motivação e aprendizagem. ETD – Educação Temática Digital. Campinas, SP, 2018.

MAIA, Berta Rodrigues; DIAS, Paulo César. Ansiedade, depressão e estresse em estudantes universitários: o impacto da COVID-19. Estud. Psicol. Campinas SP, 2020.

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Por Equipe de Conteúdos CEISC

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